quarta-feira, 8 de junho de 2011

Em Assembleia lotada, rede estadual do Rio de Janeiro decide entrar em greve, por tempo indeterminado!




Na assembleia que contou com mais de dois mil profissionais do magistério, além do comitê de bombeiros que muito prestigiou o evento, deliberou-se, praticamente por unanimidade, que a rede estadual de educação do Rio de Janeiro entra em greve por tempo indeterminado.
Bombeiros e professores (aguardando ansiosamente os demais segmentos do funcionalismo público) contra  o governador Sergio Cabral.

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Professores entram em greve

"A falta de disposição do governo estadual em negociar e atender as reivindicações dos professores e funcionários das escolas estaduais foi o principal motivo para a decisão da categoria entrar em greve. Outro fator que revoltou a categoria foi o tratamento repressivo dispensado pelo governo estadual contra a mobilização dos bombeiros que participaram das manifestações no Centro do Rio na sexta-feira, que resultou na invasão do Quartel General da corporação por tropas de elite e na prisão de mais de 400 manifestantes, além de ferimentos em familiares que participavam do ato.



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Emocionante depoimento de um bombeiro aposentado



Na quinta-feira (dia 9 de junho), os profissionais de educação, irão se unir aos bombeiros do Rio de Janeiro e fazer um ato nas escadarias da Alerj, a partir das 16h, para pressionar os deputados estaduais a intercederem junto ao governo do estado, com objetivo de reabrir as negociações em torno das reivindicações das duas categorias. Na sexta-feira, a partir das 13h, o Sepe, bombeiros e outras categorias do funcionalismo estadual farão uma passeata da Candelária até a Alerj.

No domingo, novamente os profissionais de educação, bombeiros e servidores do estado farão uma passeata na Avenida Atlântica, com concentração a partir das 10h, na esquina da Avenida Princesa Isabel com Avenida Atlântica.

A próxima assembléia da rede estadual será realizada na terça-feira (dia 14 de julho) no Clube Municipal na Tijuca, a partir das 14h. Neste encontro, a categoria irá decidir os rumos da greve. 

A categoria reivindica do governador Sérgio Cabral o seguinte:

1) um reajuste emergencial de 26%;

2) a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);

3) o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.




Veja o calendário da greve na rede estadual:

  • dias 8 e 9 de junho (quarta e quinta-feiras) - reuniões nas escolas com a comunidade escolar para que a categoria explique os motivos da greve;
  • dia 9 de junho (quinta-feira): Profissionais da Capital e Grande Rio: Ato na Alerj, em conjunto com bombeiros e outros segmentos do serviço público estadual, a partir das 16, para pressionar os deputados a intercederem para que o governo abra negociações;
  • dia 10 de junho (sexta-feira): Passeata da Candelária até a Alerj, em conjunto com os bombeiros e funcionalismo estadual. Concentração a partir das 13h, na Candelária.
  • dia 11 de junho (sábado): panfletagens descentralizadas de núcleos e regionais na parte da manhã, explicando os motivos da greve para a população;
  • dia 12 de junho (domingo): às 10h, esquina da AVenida Princesa Isabel com Atlântica: concentração para uma passeta conjunta com bombeiros e demais segmentos do funcionalismo até o Posto 6.
  • dia 13 de junho (segunda-feira): Assembléias locais em núcleos e regionais;

  • dia 14 de junho (terça-feira): Assembléia geral da rede estadual, às 14h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 - tijuca) para decidir os rumos da greve."  
 Algumas imagens da Assembleia:



Professores chegando para a assembleia





Amigos bombeiros saudando a assembleia




Todos os pronunciamentos dos bombeiros foram emocionantes





Os professores em uníssono deliberam pela greve

 Profº Anderson Freitas

2 comentários:

  1. Por que o ato dos bombeiros cria um precedente perigoso

    Os bombeiros assim como qualquer categoria têm o direito de pedir melhoria salarial, ocorre que por servirem junto com a PM, sob regime militar, lhes é vetado o direto à greve. Nos últimos dias o que tenho visto no Rio é um circo. Uma categoria que vem sendo “doutrinada” por políticos faz meses, chega ao ponto de rasgar sua lei militar, invadir um quartel, ocupar e inutilizar viaturas.
    Ora, isso é inadmissível em um estado de direito. Imaginemos se médicos decidem fazer greve, invadir hospitais, furar pneu das ambulâncias e trancar as portas; E se um dia policiais em greve ocuparem os presídios e ameaçarem soltar os presos? Não obstante, teríamos ainda a possibilidade de Soldados do exército em greve, colocarem tanques para obstruir vias. Pergunto: Onde a sociedade vai parar? É esse o precedente que a sociedade deseja abrir com os bombeiros?
    Para que não corramos esse risco há uma legislação militar que rege as FFA, Bombeiros e a PM. Independente de qualquer pleito salarial, ela tem de ser respeitada. No momento em que a sociedade permitir que essa lei seja ignorada, estará pondo em risco sua própria ordem.

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  2. Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo comentário e por prestigiar nosso blog, Carlos, mas tenho que discordar de você.
    Acho perfeitamente legítima a insurgência dos bombeiros. Veja bem, eles não fizeram exatamente uma greve. As manifestações ocorreram com aqueles que se encontravam de folga. Quanto a quebra de "hierarquia", também discordo. No meu entendimento, a tropa é soberana. E a tropa decidiu lutar pelos seus direitos (mínimos, por sinal, como vale-transporte e um soldo apenas razoável). Voltar-se contra hierárquicos de honestidade duvidosa (um eufemismo para não falar o que realmente penso) e postura ditatorial, merece aplausos e não repúdio.
    Sobre essa indagação "E se um dia policiais em greve ocuparem os presídios e ameaçarem soltar os presos?", além de não ser sequer considerável, nem de longe poderia ser análoga às manifestações dos bombeiros.
    E, por fim, você fez uma pergunta importante: "Onde a sociedade vai parar?". Aí, só posso responder com outra pergunta: Calada, omissa, subserviente, corrupta, adepta do "toma-lá-dá-cá"... que sociedade estamos construindo?

    Mais uma vez obrigado pelo comentário.

    Abraços
    Profº Anderson Freitas

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