sábado, 11 de junho de 2011

Professora Amanda Gurgel estará na marcha em Copacabana

Ato neste domingo, às 10h, leva apoio aos bombeiros e professores em greve

 A professora Amanda Gurgel, cujo desabafo em vídeo já foi visto mais de 3 milhões de vezes na internet, estará no Rio neste domingo, para levar seu apoio aos bombeiros e professores em greve. "Tem uma parte do meu depoimento que eu mostro o número do salário do professor aqui no Rio Grande do Norte: R$ 930. E os bombeiros do Rio recebem quase a mesma coisa. É um nove, um cinco e um seis!", compara, se referindo ao piso dos bombeiros do Rio, de R$ 956,00.
 Nas últimas semanas, Amanda tem percorrido diversas capitais, convidada por professores para apoiar as suas greves. Esteve em Fortaleza, Curitiba, Florianópolis e Campina Grande (PB). No Rio, participou do congresso do sindicato dos professores, há 15 dias. O relato emocionante que fez da realidade da sala de aula tem motivado muitos professores a reagir, diante da situação das escolas. "Está acontecendo quase uma greve nacional na educação. Agora, Rio e Minas também pararam", conta a professora, que busca uma grande paralisação nacional. "No dia 16, já vamos fazer um dia de luta", anuncia.Filiada ao PSTU, Amanda vê semelhanças entre a luta dos professores e dos bombeiros do Rio. "Há muita indignação. Nossos salários são baixos, piorou com a inflação e não podemos nem protestar?", questiona. "Não importa se é professor, se é criança, se é bombeiro... A resposta dos governos tem sido bomba e spray de pimenta", conclui.


4 comentários:

  1. Agora tá explicado: o protesto dela era partidário e o apoio à greve dos bombeiros, idem! Na passeata da 6a.feira o PSTU estava de comissão de frente, se apropriou do ato.

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  2. Ué, você não viu os bandeirões da Cut, não? Esse pessoal, inclusive, montou uma tenda lá na Alerj, por conta da manifestação dos bombeiros. O que é muito estranho, pois se a Cut está no bolso do PT, e o PT apoiou a candidatura do aspirante a ditador Sérgio Cabral, essa participação mostra-se, no mínimo, demagógica.
    Cada manifestante tem a sua ideologia, e, alguns casos, vínculo partidário. Fica inevitável o envolvimento político nessas manifestações.

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  3. Recomendo aos amigos um artigo sobre a situação da educação no Brasil, sobretudo a omissão dos SEPEs nesse aspecto. Sempre ouvimos campanhas salariais com greves e mais greves. Mas quantos cursos os sindicatos de professores realizam por ano? Será que toda a arrecadação serve para a política? É por aí. A politização da categoria é mais válida que o aperfeiçoamento profissional.

    Segue abaixo um excelente artigo que retrata um pouco dos equívocos da arte de ensinar no Brasil.

    Como sempre a reinvidicação por melhores salários, mas a qualidade do profissional continua péssima.
    A EDUCAÇÃO DE MENTIRA: Como o Brasil está trocando conhecimento por ideologia
    Quem tem medo da democracia.com Dias trágicos estamos vivendo hoje na educação pública brasileira. Notícias que chocam o cidadão leigo se sucedem dia após dia. Já acostumados a ver as crianças aprovadas automaticamente nas escolas e analfabetos funcionais se formando no segundo grau, agora nos deparamos com novos absurdos...

    http://quemtemmedodademocracia.com/colunas/non-abbiate-paura/a-educacao-de-mentira/

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  4. Mais uma vez tenho que discordar, Carlos.
    Cabe ao estado oferecer a formação continuada aos seus docentes, ou ao menos as condições necessárias.
    Os sindicatos podem, sim, participar desse processo, mas não é essa a sua atribuição principal.
    Mesmo assim, o Sepe-Rj (não posso falar por agremiações de outros estados) oferece simpósios, palestras e até cursos para os seus filiados.
    Sinceramente não espero esse papel do sindicato, não. Quero, sim, que o estado me ofereça condições de trabalho e salário dignos, para eu atue adequadamente e possa melhor me qualificar.
    Só para você ter ideia de como é a coisa aqui no Rio, o docente da rede estadual não conta com qualquer incentivo do governo caso queira fazer um mestrado por exemplo. O máximo que consegue, e mesmo assim não há certeza de que conseguirá, é uma licença sem vencimentos.

    Profº Anderson Freitas

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