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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Projeto insere conceitos de física moderna no ensino médio

Por Antonio Carlos Quinto - acquinto@usp.br
Projeto introduz a física moderna nas escolas públicas do estado de São Paulo
Um projeto de pesquisa está viabilizando a introdução da física moderna no ensino médio de escolas públicas do estado de São Paulo. Desde 2003, a iniciativa vem introduzindo no currículo escolar três conceitos básicos da física moderna: espaço e tempo com base na teoria da relatividade de Einstein; fundamentos da mecânica quântica; e partículas elementares. De acordo com o professor Maurício Pietrocola, titular da área de Metodologia do Ensino, da Faculdade de Educação (FE) da USP, o projeto também visa formar professores multiplicadores para a rede estadual de ensino.
Segundo Pietrocola, os alunos tinham acesso a conceitos da física elaborados até o século 19. “E isso ainda acontece em muitos países do mundo e em outros estados brasileiros”, conta o professor. “A partir de nosso projeto, os estudantes passam a ter acesso a teorias que conheceriam somente no ensino superior. Isso se estudarem na área de exatas. Caso contrário, passam pela vida sem esse tipo de conhecimento”, ressalta.
Iniciado em 2003, há três anos (desde 2008) o projeto teve desdobramentos junto à rede pública do Estado, quando os currículos de Física do Ensino Médio passaram a incluir conceitos de teorias modernas. “Foram cinco anos de preparação onde estudamos os limites e possibilidades do ensino da física moderna. “A etapa atual é formar professores multiplicadores capazes de transitar do ensino de Física clássica para o ensino de Física Moderna”, conta Pietrocola.

Fase inicial
A primeira fase do projeto compreendeu a realização de cursos anuais que foram ministrados a 90 professores da rede pública estadual de ensino de todo o estado. Os cursos aconteceram em 2009, 2010 e 2011. Estes cursos possibilitaram atingir cerca de mais 200 professores de Física da rede, até este ano.

Pietrocola conta que um dos maiores ganhos até o momento é que o projeto conseguiu desmistificar a imagem de que a física moderna é algo complicado, até mesmo para os professores. “A percepção pessoal dos professores está, agora, em outro nível em relação ao ensino e aprendizagem da matéria”, garante o professor. A próxima etapa do programa já teve início com a disponibilização pela internet de materiais de apoio destinado aos professores do ensino médio. “Ainda estamos numa versão preliminar”, adianta o professor.
A versão completa do material deverá estar concluída e disponível em 2013, o que compreende a segunda fase do projeto. “Para isso estamos em negociação com a Secretaria Estadual da Educação para que nos apoie em mais esta etapa”, diz Pietrocola. O material disponibilizado até o momento pode ser acessado no endereço www.nupic.fe.usp.br/Projeto e Materiais .
Parcerias
Pietrocola conta que a FE conta com importantes parceiras no projeto. Na USP envolveu pesquisadores do Instituto de Física (IF) do campus da Capital e de São Carlos. Apesar da dimensão do projeto, o professor lembra que todo o programa teve início com apenas 3 pesquisadores e estudantes de pós-graduação das três unidades da USP.

No exterior, o professor conta que há trabalhos conjuntos com a Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, e com a Universidade Tecnológica de Dresden, na Alemanha. “Estas parcerias são importantes para que os conteúdos sejam testados também com estudantes de outros países”, justifica o pesquisador.
O ensino de conceitos de física moderna possibilita que os alunos do ensino médio tenham acesso a conhecimentos que os aproximam de estudos de ponta e das pesquisas de laboratórios. “Os conteúdos oferecidos nas escolas eram referentes aos estudos de física formulados até 1870 do século passado”, conta o professor. “Eram raras as instituições que proporcionavam o acesso aos princípios da física moderna”, lembra, reforçando que, “em pleno século 21 não faz sentido os estudantes limitarem seu aprendizado a conteúdos do século 19.”
O projeto vem contando com financiamentos do CNPq, Fapesp e Capes.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Livros de Ciência para crianças


 pra ler escutando – Adriana Calcanhoto – 8 anos
Crianças são cheias de curiosidade sobre o mundo e essa peculiaridade da infância é extremamente saudável para estimular seu filho, sobrinho, priminho a ler e a conhecer um pouco mais sobre Ciência.
Há muitos livros bons de Ciência pra crianças por aí. Aqui vão três dicas bacanas: 

Nesse livro a história da origem das espécies é contada de forma simples, excelente pra estudantes do ensino fundamental!

Da mesma autora, esse livro conta um pouquinho da história da descoberta do Universo, da astronomia e sua influência em nossas vidas. Também é indicado pra crianças de 6 a 14 anos.
Esse ano o famoso biólogo  Richard Dawkins, juntamente com o ilustrador Dave Mckean,  lançou um livro infatil The Magic of Reality: How We Know What’s Really True (A mágica da realidade: como sabemos o que é realmente verdade).


Cada capítulo do livro surge com uma pergunta, O que é o Sol?, O que é um terremoto?, Estamos sozinhos no universo? Assim,  ao longo de cada capítulo Richard Dawkins acaba com mitos ao redor desses assuntos e introduz a Ciência.
Parece bem interessante, né? E as ilustrações são bem bonitas! Dave Mckean já fez ilustrações pra Sandman e outras HQs
Aqui você pode ver um vídeo com o próprio Dawkins explicando o livro:


Infelizmente o livro ainda não tem tradução para o português.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Projeto Livro de Rua

  Dias atrás, caminhando com minha esposa pela praça Edmundo Rego, no Grajaú (aos domingos organizam feira de artesanato e área de lazer para a criançada no local), topei com uma barraca de livros usados. Parei para dar uma olhada, claro.


 Uma simpática jovem me abordou e explicou do que se tratava. É o projeto Livro de Rua (http://livroderua.wordpress.com/2011/12/13/projeto-livro-de-rua-distribui-600-livros-na-tradicional-feira-do-grajau/). A ideia não é vender as publicações. Se você gostou de determinada obra, basta preencher um cadastro com eles e... pode levá-la, sem a necessidade de devolução. A contra-partida é que, assim que concluir a leitura, passe o livro adiante, que ele não fique parado numa estante, acumulando poeira. Ah!, eles aceitam doações!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Blog da Amanda: Quem ganha com o caos na Educação?

Blog da Amanda: Quem ganha com o caos na Educação?: Colegas, o período do plebiscito popular pelos “10% do PIB para a educação pública já!” está se aproximando e nós precisamos dizer a tod@s q...

sábado, 15 de outubro de 2011

15 de outubro: dia do professor


 O Filhos de Oort, cujo editor também é professor, congratula todos os docentes pelo dia. E reforça a necessidade de continuar lutando por uma educação pública abrangente e de qualidade. Exigindo mais investimentos em estrutura, condições adequadas de trabalho, salário digno, escola integral e democrática. 

10% do PIB na educação, já!


"Escola não é fábrica! 
Aluno não é mercadoria!
 Educação não é negócio!"

domingo, 14 de agosto de 2011

Professores não pensam só em salário!


Profª Amanda Gurgel

Olá, colegas educadores (as),

Vocês viram as lamentáveis e ofensivas declarações do vereador da cidade paulista de Jacareí, Dario Burro (DEM), feitas no início do mês pelo Facebook contra os profissionais da educação? Eu fiquei revoltada! Em vários posts na rede social, o vereador fez as seguintes afirmações: “Os professores são inúteis e adoram palestras nas escolas. Assim eles não precisam dar aulas. Professor só pensa em salário. Professor é um profissional frustrado que descarrega a frustração nos estudantes. O professor gostaria de ser Engenheiro, não consegue e vai dar aula de Matemática; outro queria ser Advogado, não consegue e vai dar aula de Português; outro queria ser Médico e vai dar aula de Biologia.”. Como se não fosse o bastante, o vereador Dario Burro ainda declarou outro absurdo numa entrevista: “Eu vejo que é muito grave a falta de resultado na educação, existem recursos, esses recursos são aplicados, a gente tem uma estrutura e o professor não produz.”.

Todas as afirmações deste vereador mostram exatamente o valor que os governos dão, de forma direta ou indireta, aos profissionais da educação. Mais do que isso. Desrespeito e mentiras agora viraram uma regra contra os professores, já que nós resolvemos dar um basta em toda essa situação de abandono da educação por parte do poder público. Ao contrário do que diz o vereador Dario Burro, nós não pensamos apenas em salário. Isso não é verdade. É óbvio que os trabalhadores lutam para melhorar seus salários, mesmo porque estes são muito baixos e não suprem todas as necessidades, muitas vezes nem as mais básicas. O vereador com certeza ignora que a maioria dos professores precisa de jornadas duplas ou triplas para poder multiplicar o salário e sobreviver. Na verdade, quem só pensa em salário são os políticos. Ou o vereador esqueceu que no início do ano ministros, parlamentares e a presidente da República tiveram seus salários elevados para quase R$ 27 mil?! Enquanto isso, os trabalhadores amargam um mínimo de R$ 545. Então, quem é que gosta mais de dinheiro, hein?!

Todo professor quer muito mais do que um salário que lhe garanta dignidade. Todo professor quer que a educação funcione bem, com profissionais suficientes, qualificados, com material didático e estrutura adequada nas escolas. Quer refeitórios, bibliotecas, laboratórios de informática. Mas isso os governos não garantem em lugar nenhum do Brasil. Pelo menos não totalmente, o que só prova que, de fato, o país não faz grandes investimentos em educação. E não faz por quê? Porque 49% do Orçamento Geral da União são destinados para pagar os juros da dívida pública a banqueiros nacionais e internacionais. Ou seja, em 2010, o governo Lula entregou quase metade do orçamento do país para os ricos. Em contrapartida, a educação recebeu apenas 2,49%. E Dilma este ano já cortou R$ 3 bilhões do setor. Como é possível, então, que o vereador de Jacareí diga que os recursos existentes são aplicados e que as escolas possuem estrutura?! Uma mentira deslavada.

É justamente por não termos muitos recursos destinados para a educação que estamos em campanha pela aplicação imediata de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor e contra o PNE do governo Dilma, que não atende às reivindicações de professores, funcionários e estudantes. Por isso, uma grande Marcha a Brasília está marcada para o dia 24 de agosto, com o objetivo de cobrar do governo o investimento de 10% do PIB Já para a educação. A atividade vai reunir professores, funcionários de escolas, estudantes e provar que as lutas e as greves ocorrem não só por salário, mas também em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.

Por fim, gostaria de dizer que professores não são inúteis, como pensa o vereador Dario Burro. Inúteis são os políticos que hoje governam estados, municípios e o país, pois destroem os serviços públicos, retiram direitos dos trabalhadores e ainda nos humilham com injúrias e salários miseráveis. Estes políticos, da mesma estirpe do vereador de Jacareí, é que são absolutamente dispensáveis.

 


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Assembleia na Fundição Progresso e passeata á Alerj


Registros da belíssima assembleia realizada na Fundição progresso, em 03/08/2011 (na qual a categoria deliberou pela continuidade da greve), da emocionante passeata e do grande ato na Alerj, do funcionalismo público do  estado do Rio de Janeiro, com destaque para a participação dos profissionais da educação e dos camaradas bombeiros.