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domingo, 30 de setembro de 2012

Sonda acha evidência de que houve água corrente em Marte


Curiosity, enviada pela Nasa semanas atrás, encontrou a prova em formato de rochas


A rocha chamada de “Hottah”, composta por fragmentos de outras menores unidas
Foto: AFP/Nasa
A rocha chamada de “Hottah”, composta por fragmentos de outras menores unidasAFP/NASA
A sonda Curiosity, da Nasa, está na superfície de Marte há apenas algumas semanas, mas já encontrou evidências de que, no passado, houve água corrente no planeta.
O robô enviou à Terra imagens de conglomerados clássicos — rochas formadas por cascalhos e areia.
Cientistas envolvidos com a missão dizem que o tamanho das rochas e o formato arredondado de seus eixos indicam que elas foram levavas e erodidas pela água.
Os pesquisadores acreditam que o Curiosity encontrou uma rede de antigos córregos.
As rochas, segundo a Nasa, teriam sido arrastadas “muitos bilhões de anos atrás”. Mas os córregos podem ter persistido por períodos muito maiores.
Há décadas satélites de Marte capturam imagens de canais na superfície do planeta, e eles seriam cortados por uma espécie de fluxo, parecido com água líquida. A descoberta do Curiosity em seu local de aterrissagem, na cratera equatorial Gale, fornece o primeiro fundamento real para essas observações.

domingo, 23 de setembro de 2012

Curiosity fotografa eclipse em Marte


O jipe-robô Curiosity, pousado em Marte, enviou fotos de eclipses solares nesta semana.

13.set.12/Associated Press
Eclipse solar fotografado em Marte pelo jipe-robô Curiosity
Eclipse solar fotografado em Marte pelo jipe-robô Curiosity  

Na Terra, o fenômeno é raro, mas em Marte acaba sendo mais comum, por causa das duas luas que orbitam o planeta vermelho.
Agora, segundo os cientistas, Marte vive sua "temporada" de eclipses.
O jipe Curiosity, cuja missão é procurar indícios de que o planeta possa ter tido condições de abrigar vida, virou suas câmeras para o céu e registrou três eclipses desde a semana passada.
As fotos podem ajudar os cientistas a traçar o destino da lua marciana Fobos. Em até 15 milhões de anos, a lua vai chegar tão perto de Marte que vai colidir com o planeta.
Nesta sexta, o jipe vai começar a fazer suas primeiras análises químicas de uma pedra. 

sábado, 22 de setembro de 2012

Curiosity analisa rocha marciana com formato de pirâmide


Objeto tem o tamanho de uma bola de futebol e será o primeiro a ser analisado por braço robótico do equipamento, que a cada dia percorre entre 22 e 37 metros do planeta


O nome "Jake Matijevic" é uma homenagem ao falecido engenheiro-chefe do Laboratório de Ciência de Marte
Foto: Divulgação/Nasa
O nome "Jake Matijevic" é uma homenagem ao falecido engenheiro-chefe do Laboratório de Ciência de Marte Divulgação/Nasa
RIO - O tamanho aproximado de uma bola de futebol e o formato de uma pirâmide. Assim é a rocha marciana encontrada pelo robô Curiosity, da Nasa, em Marte. É a primeira a ser examinada através do braço robótico do equipamento.
A agência espacial americana já batizou a rocha de "Jake Matijevic", em homenahem ao engenheiro-chefe do Laboratório de Ciência de Marte, que faleceu no dia 20 de agosto. Foi o principal envolvido em todos os outros veículos robóticos que a agência dos Estados Unidos enviou à Marte: o Soujoner, o Spirit e Opportunity.
O Curiosity, neste momento, encontra-se a 2,5 metros desta rocha, informa a Nasa em comunicado. Nos próximos dias, os técnicos da missão esperam fazer o robô colocar o braço sobre a pirâmide para determinar a composição e fazer imagens detalhadas da superfície.
O robô já percorre o solo marciano há seis dias. A cada um deles tenta avançar entre 22 e 37 metros.
— O robô foi contruído para se mover por Marte e a equipe já está com um ritmo excelente. É a nossa prioridade — conta ao El Mundo Richard Cook, gerente da missão.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Jipe-robô Curiosity pousa em Marte com segurança

RAFAEL GARCIA
ENVIADO ESPECIAL A PASADENA (EUA)

O centro de controle do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa), em Pasadena, na Califórnia, recebeu a confirmação de que o jipe-robô Curiosity pousou em segurança em Marte às 2h31 desta segunda-feira (hora de Brasília).
O sucesso da aterrissagem, que foi feita de modo totalmente automatizada, foi imediatamente comemoradO com palmas, gritos e abraços na sala de apoio da missão do laboratório.
"Aterrissagem confirmada", disse Allen Chen, chefe de dinâmica de voo e operações da missão, assim que recebeu um sinal da sonda orbitadora Mars Odyssey, que retransmitiu as informações do jipe-robô. "Os dados da Odyssey estão fortes."
Segundos depois, a câmera traseira do jipe transmitiu uma foto em preto e branco e baixa resolução mostrando uma das rodas do jipe tocando o solo de Marte, provocando mais euforia no laboratório.

Divulgação/Nasa
Robert Pattinson é visto em boate nos EUA
Foto em baixa resolução feita com lente empoeirada mostra roda do jipe Curiosiity sobre solo o marciano

Curiosity, o maior artefato humano já levado até o solo de Marte, tem uma vida útil planejada para dois anos, durante a qual vai investigar a possibilidade de Marte já ter tido condições de abrigar vida.
Para colocar o jipe-robô no solo, foram usados basicamente três diferentes dispositivos, no mais complexo pouso já feito em Marte. Primeiro, um escudo de proteção térmica ajudou a nave a entrar na atmosfera do planeta num impacto a 21 mil quilômetros por hora. Depois, um paraquedas supersônico desacelerou o módulo de aterrissagem e, por fim, um guindaste voador movido a retropropulsores depositou o jipe-robô no solo.
A cada passo que a nave completava, engenheiros no centro de controle batiam palmas. Nos momentos em que a espaçonave silenciava seu transmissor, os técnicos se entreolhavam, trocando expressões de ansiedade.
O Curiosity tem cinco vezes o peso dos jipes gêmeos Opportunity e Spirit, que exploraram o planeta em 2003 e possui dez diferentes instrumentos científicos diferentes para analisar materiais coletados e observados.
Com o sucesso do pouso, cientistas devem passar algumas semanas testando os instrumentos do jipe, antes de o colocarem para explorar a cratera Gale, o local do pouso.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sonda espacial revela segredos do maior vulcão do Sistema Solar



Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/05/2012 

O maior vulcão do Sistema Solar, o Monte Olimpo marciano, com sua altitude codificada em cores, do branco (mais alto) até o azul (mais baixo).[Imagem: ESA/DLR/FU Berlin/G. Neukum] 


Vulcões de Marte 

A análise de dados da sonda Mars Express, da ESA, adquiridos ao longo de cinco anos, resultou na revelação de alguns mistérios escondidos por baixo dos maiores vulcões de Marte e dessa parte da galáxia. 

O estudo inclui o Monte Olimpo, o vulcão mais alto do Sistema Solar, com 21 quilômetros de altitude. 

O vulcão mais alto da Terra é o Ojos del Salado, entre o Chile e a Argentina, com 6,8 km. O Monte Everest, que não é um vulcão, mas é a montanha mais alta da Terra, mede 8,8 km. 

Ao lado do Monte Olimpio segue-se uma fila com os três vulcões menores da região conhecida como Tharsis, a mesma onde os cientistas acreditam que crateras possam abrigar vida microbiana

As últimas atividades vulcânicas da região devem ter ocorrido entre 100 e 250 milhões de anos atrás, o que é bastante recente numa escala de tempo geológico. 

Vulcão influencia órbita da sonda espacial 

A grande massa dos vulcões marcianos causou pequenas oscilações na trajetória daMars Express quando esta sobrevoou a região, a cerca de 300 km de altitude. 

Estas oscilações foram medidas através de radiolocalização e traduzidas em medidas de variação da densidade abaixo da superfície de Marte. 

Geralmente, a alta densidade dos vulcões corresponde a uma composição basáltica que está de acordo com os muitos meteoritos "marcianos" que caíram na Terra. 

Os dados mostram que a lava se adensou ao longo do tempo, e que a espessura das camadas rígidas exteriores do planeta varia ao longo da região. 


A grande massa dos vulcões de Marte afetaram a órbita da sonda Mars Express em uma magnitude que pôde ser monitorada pelo seu altímetro. [Imagem: NASA] 

Ela começou como uma lava andesítica leve, que pode formar-se na presença de água, e foi mais tarde revestida com lava basáltica, mais pesada, a que se vê hoje na superfície de Marte. 

"Combinando estes dados com a variação de alturas dos vulcões, podemos dizer que o Monte Arsia é o mais antigo, seguido do Monte Pavonis e por fim o Monte Ascraeus," disse Mikael Beuthe, do Observatório Real da Bélgica e o primeiro autor do estudo. 

Contrário da Terra 

A variação da composição da lava pode ser resultado de alterações no aquecimento subterrâneo, sob a forma de uma única pluma mantélica - uma ascensão de rocha anormalmente quente das profundezas do manto viscoso. 

Essa ocorrência pode ter se deslocado lateralmente ao longo de milhões de anos, formando cada um dos três montes de Tharsis. 

Este processo é exatamente oposto ao da Terra, onde as placas da crosta se movem em cima de uma pluma estacionária para formar cadeias de vulcões. 

Os dados também descrevem a espessura da litosfera - a camada mais externa do planeta, incluindo a região superior do manto - e permitiram encontrar variações surpreendentes entre o Monte Olimpo e os montes de Tharsis, com os três vulcões menores revelando "raízes" com densidades muito mais elevadas do que o Monte Olimpo. 

Estas raízes podem ser bolsas de lava densa solidificada ou uma antiga rede de câmaras magmáticas subterrâneas. 

"Estes resultados mostram que os dados sobre o interior de Marte são a chave para compreender a evolução do planeta vermelho", diz Olivier Witasse, cientista do projeto Mars Express. "Uma opção para futuras missões a Marte seria criar uma rede de pequenas sondas que medissem simultaneamente a atividade sísmica de forma a explorar o interior do planeta."

domingo, 22 de abril de 2012

Deserto do Atacama: laboratório de testes para futuras viagens para Marte



Paisagem parecida com a de alguns planetas favorece pesquisas para expedições em busca de vida microscópica fora da Terra




 O Deserto do Atacama se transformou nos últimos anos num laboratório de testes para futuras viagens em busca de vida microscópica em Marte e na Lua, planetas que têm uma paisagem parecida com a árida e inóspita região norte do Chile.

No Atacama foram feitos testes com robôs que podem caminhar em superfícies extraterrestres, são realizadas pesquisas para detectar a existência de microrganismos e foram projetados centros operacionais para apoiar atividades espaciais.

Um dos projetos mais atrativos é a estação de pesquisa Moon Mars Atacama Research Stations (MMARS), que ainda não tem data definida para ser construída.

Impulsionado pela Universidade de Antofagasta, no Chile, a MMARS terá uma estação base e um ambiente de simulação de ambientes extraterrestres. No futuro, a ideia é transformar o local num centro de referência para pesquisas de instituições internacionais.

O centro funcionará na Estação Yungay, a cerca de 80 quilômetros de Antofagasta e 1.300 quilômetros de Santiago, numa propriedade que o governo ofereceu em março em regime de concessão.

"Agora é tempo de conseguir parceiros e investimentos. Temos o local e é preciso começar a levantar os alicerces", disse à Agência Efe Carlos Riquelme, vice-reitor da Universidade de Antofagasta.

Ao lado da MMARS será construída a Plataforma Solar do Deserto do Atacama (PSDA), que permitirá desenvolver projetos relacionados à concentração solar num lugar com elevada radiação.

A ideia é imitar a plataforma solar que o Centro de Pesquisas Energéticas, Ambientais e Tecnológicas (Ciemat) tem em Almería, na Espanha.

A MMARS poderá servir de base de pesquisas como a realizada por cientistas chilenos e espanhóis para detectar microorganismos que vivem em condições extremas (extremófilos).

A equipe realizou uma perfuração num lago de sal, analisou amostras de rocha e encontrou bactérias e arquéias (microorganismos primitivos) que vivem sem luz solar e oxigênio.

Os resultados da pesquisa, realizada pelo Centro de Biotecnologia da Universidade Católica do Norte, no Chile, e o Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha, foram publicados em 2011.

O estudo utilizou um instrumento, chamado Signs of Life Detector (SOLID), equipado com um biochip que contém 450 anticorpos para identificar material biológico e que poderia ser empregado para detectar vestígios de vida na superfície de Marte.

"Atualmente estamos trabalhando em colaboração com grupos da Nasa para demonstrar a utilidade do SOLID em futuras missões em Marte", explicou à Agência Efe Víctor Parro, pesquisador do CSIC.

O cientista espanhol admite que devido à atual situação econômica dos Estados Unidos e da Europa não estão previstas missões importantes para Marte, mas é "preciso estar preparado para quando as oportunidades surgirem".

O SOLID poderia ser acoplado a algum dos robôs que vem realizando testes no escarpado solo do Atacama há mais de 15 anos.

Em 1997, a Nasa e a Universidade Carnegie Mellon dos Estados Unidos testaram durante quarenta dias o robô Nomad, que tinha como objetivo buscar água, gelo e minerais na região, o que seria feito posteriormente numa expedição para a Lua ou Marte.

A Nasa continua aperfeiçoando estes aparatos e atualmente está desenvolvendo um novo robô, dotado com um instrumento que recolhe amostras do solo de um metro de comprimento. O robô será testado no Atacama em 2013, segundo disse à agência Efe David Wettergreen, pesquisador da agência americana.

Estas iniciativas ocorrem numa zona onde se concentram grandes observatórios astronômicos, entre eles os telescópios La Silla Paranal, propriedade do Observatório Europeu Austral (ESO), e o conjunto de 66 antenas de radiotelescópio que compõem o ALMA.

Tudo isso num local ermo onde a sequidão convida a olhar para o céu claro em busca de outros planetas, onde a existência de vida é quase uma ilusão.


terça-feira, 13 de março de 2012

Problemas oculares em astronautas podem prejudicar viagens a Marte

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Os vôos de longa duração, como os planejados até Marte, estão ainda só no papel. Mas as conclusões de uma recente pesquisa bancada pela Nasa (agência espacial americana) indicam que os empecilhos para se chegar até o planeta vermelho podem ir além das dificuldades impostas pela tecnologia ou pelo tempo de viagem.
O estudo detectou que missões espaciais com no mínimo seis meses de duração provocam problemas oculares em astronautas. Alguns deles, como visão embaçada, parecem persistir mesmo depois do retorno da tripulação à Terra.
Essas mudanças provavelmente ocorrem como uma adaptação do organismo ao ambiente de microgravidade. A esperança dos cientista é poder detectar quais são as características que fazem um astronauta menos suscetível a esse feito colateral das missões espaciais. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1061159-problemas-oculares-em-astronautas-podem-prejudicar-viagens-a-marte.shtml

sábado, 21 de janeiro de 2012

Meteorito que caiu no Marrocos veio de Marte


Rochas devem ter vagado por milhões de anos antes de caírem na Terra

Fragmento do meteorito "Tissint" encontrado no Marrocos
Fragmento do meteorito "Tissint" encontrado no Marrocos: rocha veio de Marte (Carl B. Agee/AFP)


Uma equipe internacional de cientistas confirmou que procedem de Marte os fragmentos de um meteorito que foi visto caindo como uma bola de fogo no Marrocos em julho de 2011. A Sociedade Internacional de Meteorítica e Ciência Planetária publicou em seu boletim os detalhes deste meteorito, batizado de Tissint.

Trata-se de sete quilos de material rochoso em pedaços que vão desde um grama a quase um quilo, segundo explicou Edward Scott, presidente da associação que agrupa 950 cientistas, incluindo vários funcionários da Nasa. É o maior meteorito de origem marciana já encontrado na Terra. Várias universidades ao redor do mundo irão estudar o meteorito, que pode dar detalhes sobre o passado do planeta vermelho e ajudar a dizer se ele já abrigou vida.


Apesar das várias missões enviadas a Marte, ainda não foi possível retirar amostras do solo do planeta e trazê-las para a Terra. Por isso, a confirmação de que o material do meteorito marroquino veio de lá é uma boa notícia para os cientistas. 

"Da química desses produtos podemos obter mais informações sobre o ambiente marciano ao longo do tempo, desvendando, por exemplo, se era comum que a água ficasse na superfície e, potencialmente, descobrir se em algum momento Marte foi apto a ter vida", explicou a professora Lydia Hallis, do Instituto de Geofísica e Planetologia da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos.

As rochas que formam o meteorito, porém, não são um retrato atual da atmosfera marciana. Os cientistas acreditam que o corpo celeste estava vagando pelo Sistema Solar havia milhões de anos antes de cair na Terra. A principal hipótese é a de que um corpo maior tenha colidido com o planeta vizinho e espalhado detritos como esses pelo espaço.

As partes do Tissint começaram a ser encontradas em outubro do ano passado, por nômades que perambulavam pelo vale Oued Drâa, próximo à cidade de Tata. Uma das testemunhas, Aznid Lhou, disse, segundo o boletim divulgado pela  Sociedade Internacional de Meteorítica, que primeiro viu uma luz amarela no céu da noite. Em seguida, o objeto apresentou um forte brilho esverdeado, que iluminou toda região, para então partir-se em dois.

Qual a diferença entre asteroide, meteorito e meteoro? Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

  • Meteoritos deram origem à vida na Terra? A hipótese de que a vida veio do espaço, na 'carona' de rochas espaciais, não é o modelo dominante, mas também não se descarta. É o que embasa uma série de pesquisas no campo da chamada astrobiologia. Há também pesquisadores que consideram que o impacto de meteoritos e a formação de crateras favoreceram o aumento da biodiversidade.
  • Meteoritos acabarão com a vida na Terra? Milhares de meteoros atravessam nossa atmosfera todos os dias. A maioria não passa de poeira espacial. Estima-se que uma grande colisão ocorra a cada 100 milhões de anos. A única extinção em massa associada a uma colisão de meteorito foi a dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. Ainda assim, existem pesquisas mostrando que as espécies então já estavam ameaçadas por causa de uma série de razões. O asteroide de 10 quilômetros de diâmetro apontado com o vilão da história teria apenas acelerado o inevitável destino dos dinossauros.
  • O homem pode proteger a Terra de um grande asteroide? Astrônomos monitoram constantemente a aproximação de corpos celestes. A hipótese é improvável, mas caso um enorme asteroide apareça em rota de colisão com a Terra, os cientistas já sabem o que sugerir: em vez de explodi-lo, como no filme Armageddon, desviá-lo. Os pesquisadores consideram factível instalar desde velas especiais para capturar o vento solar até motores de íons.




Perguntas e respostas:


  • Qual a diferença entre asteroide, meteorito e meteoro? Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.


























  • Meteoritos deram origem à vida na Terra? A hipótese de que a vida veio do espaço, na 'carona' de rochas espaciais, não é o modelo dominante, mas também não se descarta. É o que embasa uma série de pesquisas no campo da chamada astrobiologia. Há também pesquisadores que consideram que o impacto de meteoritos e a formação de crateras favoreceram o aumento da biodiversidade.








  • Meteoritos acabarão com a vida na Terra? Milhares de meteoros atravessam nossa atmosfera todos os dias. A maioria não passa de poeira espacial. Estima-se que uma grande colisão ocorra a cada 100 milhões de anos. A única extinção em massa associada a uma colisão de meteorito foi a dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. Ainda assim, existem pesquisas mostrando que as espécies então já estavam ameaçadas por causa de uma série de razões. O asteroide de 10 quilômetros de diâmetro apontado com o vilão da história teria apenas acelerado o inevitável destino dos dinossauros. 

    O homem pode proteger a Terra de um grande asteroide? Astrônomos monitoram constantemente a aproximação de corpos celestes. A hipótese é improvável, mas caso um enorme asteroide apareça em rota de colisão com a Terra, os cientistas já sabem o que sugerir: em vez de explodi-lo, como no filme Armageddon, desviá-lo. Os pesquisadores consideram factível instalar desde velas especiais para capturar o vento solar até motores de íons.










  • (Com informações da agência EFE)



    sexta-feira, 25 de novembro de 2011

    Veja a cratera marciana onde o jipe Curiosity vai pousar

    Círculo indica local de pouso do Curiosity; as áreas azuis são mais baixas e as verdes, as mais altas da cratera


                  Reuters

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    É neste sábado (26) que a Nasa (agência espacial americana) pretende colocar em órbita o foguete Atlas, que levará a bordo o jipe Curiosity até o solo marciano.
    Pelos planos iniciais, a ideia é fazer com que ele chegue à cratera Gale --veja abaixo a imagem divulgada na terça-feira (22)-- de uma maneira inédita, utilizando uma espécie de um guindaste voador.


    Círculo indica local de pouso do Curiosity; as áreas azuis são mais baixas e as verdes, as mais altas da cratera
    A partida está programada para as 10h02 (13h02, no horário de Brasília), da base de lançamento de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), e dará início a uma missão de pelo menos um ano marciano --equivalente a 687 dias na Terra.
    O voo estava previsto para ocorrer na sexta-feira (25), mas foi adiado para que fosse feita a substituição de uma das baterias do foguete que levará o Curiosity.
    A expectativa em torno do pouco do jipão é grande e a dúvida é se vai ocorrer conforme o previsto.
    A Nasa usará, pela primeira vez, uma sistema de propulsores que executará a parte final do pouso. O jipe descerá por um cabo que sai de um "guindaste voador", que vai soltá-lo para então voltar a voar, caindo mais adiante.
    A dúvida é se o equipamento de cerca de uma tonelada e com três metros de comprimento chegará ao solo marciano sem virar ou, pior, de pernas para cima.
    Mas a prova final demandará ainda um bom tempo. Serão cerca de nove meses até que o foguete se aproxime da cratera Gale.
    Pelos cálculos da Nasa, entre 6 e 20 de agosto de 2012 o Curiosity deverá fazer sua aterrissagem em solo marciano, após viajar durante os 9,65 milhões de quilômetros que separam a Terra ao ponto de pouso de Marte. 

    domingo, 20 de novembro de 2011

    Nasa vai enviar jipe-robô para Marte

    Lançamento previsto para sexta-feira inicia nova fase na exploração do planeta vermelho; módulo poderá avaliar condições para a vida

    Alexandre Gonçalves - O Estado de S. Paulo

    A Nasa pretende começar nesta semana uma nova fase nas missões para Marte. Na década passada, o principal objetivo era identificar água. Agora, os cientistas querem descobrir ambientes favoráveis à vida ou que poderiam ter sido habitados no passado. O lançamento do Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) – nave responsável pela missão – está previsto para sexta-feira.
    Ele deverá chegar a Marte em agosto do próximo ano, quando deixará o jipe-robô Curiosity sobre o solo marciano (mais informações nesta página). A nave pousará em uma região plana dentro da cratera Gale. Logo depois, o Curiosity iniciará sua jornada até uma região montanhosa nas redondezas.
    O professor de ciências planetárias e atmosféricas da Universidade de Michigan, o brasileiro Nilton Rennó, explica que o local foi escolhido por reunir duas características que despertam o interesse dos cientistas. Em primeiro lugar, a presença de montanhas que sofreram processos de erosão causados, provavelmente, por água líquida. Além disso, há depósitos de sal na região, também um resultado de possíveis cursos d’água.
    “Talvez, embaixo de finas camadas salinas, possam existir condições favoráveis para vida microbiana”, sugere Rennó, que já trabalhou na missão Phoenix – sonda enviada a Marte em 2007. Ele recorda as bactérias descobertas na água sob depósitos de sal do deserto de Atacama, no Chile, uma das regiões mais inóspitas da Terra.
    Em 2008, Rennó foi o primeiro cientista a cogitar que pequenas esferas fotografadas na superfície da sonda Phoenix seriam, na realidade, gotículas de água líquida salgada.
    No MSL, ele participou da especificação do Rover Environmental Monitoring System (Rems), uma espécie de estação meteorológica acoplada ao Curiosity que investigará o clima e as condições atmosféricas.

    Quando o veículo estiver em Marte, Rennó participará de reuniões diárias, via internet, com cientistas e engenheiros da Nasa. Terá de se adaptar ao dia ligeiramente mais longo – de 24 horas e 39 minutos – do planeta vermelho, o que obrigará um atraso cotidiano de quase 40 minutos com relação aos horários cumpridos pela equipe no dia anterior.
    Se tudo der certo, a rotina vai durar pelo menos dois anos, vida útil mínima para o dispositivo nuclear que fornecerá energia ao veículo-robô. “Mas esperamos que dure até dez anos”, aponta Rennó.

    Decisão. O engenheiro brasileiro Alberto Elfes é um entusiasta de missões não tripuladas. Quando trabalhava na Nasa, ajudou a conceber uma proposta de missão para Titã, lua de Saturno.
    Agora pesquisa sistemas robóticos na CSIRO, agência nacional de pesquisas da Austrália. Ele recorda que robôs como o Curiosity evitam que vidas sejam colocadas em risco.
    Além disso, proporcionam uma imensa economia de recursos. O MSL custará US$ 2,5 bilhões – cerca de R$ 4,1 bilhões. Cálculos muito otimistas estimam um gasto 20 vezes maior para uma missão tripulada. “Além disso, um robô nunca se cansa ou fica entediado”, recorda o engenheiro. “Em condições semelhantes, um ser humano cometeria erros.”
    Mas nem tudo são vantagens. Elfes recorda o problema do “osso de dinossauro”, como é conhecido informalmente pelos cientistas. Nem todas as imagens e informações obtidas pelo robô podem ser enviadas à Terra, pois o canal de comunicação é limitado. Sendo assim, o equipamento precisa “decidir” quais dados merecem ser comunicados.
    “Os sistemas para tomar esse tipo de decisão ainda são pouco eficazes”, afirma Elfes. Dessa forma, o veículo-robô poderia fotografar algo tão insólito quanto um “osso de dinossauro” em Marte – daí o nome do problema – e descartar a foto como um registro sem importância. Um ser humano não cometeria o mesmo erro. Missões tripuladas, no entanto, não estão no horizonte próximo.
    Expectativa. Outro brasileiro na Nasa tem os olhos no futuro. Ramon Perez de Paula, um dos principais executivos da agência americana, tenta viabilizar duas missões para Marte em cooperação com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
    Conhecido como ExoMars, o programa prevê um orbitador que seria lançado em 2016 e um veículo-robô que deixaria a Terra em 2018. “O programa lançaria os fundamentos para uma terceira fase das missões para Marte: quando tentaremos trazer para a Terra amostras do solo e da atmosfera marcianos”, diz.
    O ambiente político americano, no entanto, ameaça o programa. A Casa Branca não manifesta intenção de referendá-lo, aponta um artigo recente do jornal The Washington Post. “O governo afirma que não pode se comprometer com os planos para 2016 e 2018”, aponta Jim Green, diretor da divisão de ciência planetária da Nasa.
    O Senado americano havia aprovado um orçamento de US$ 17,9 bilhões para a agência em 2012. O Congresso, liderado por republicanos, pretende diminuí-lo para US$ 16,8 bilhões.

    sexta-feira, 14 de outubro de 2011

    Vídeo mostra três anos de viagem no solo de Marte




















    Primeiro passo: cientistas usarão o conhecimento na missão Curiosity para viabilizar futuras missões tripuladas a Marte (Nasa)


    Sequência com 309 imagens mostra trajeto percorrido pelo jipe Opportunity


      A agência espacial americana, Nasa, divulgou um vídeo composto por 309 imagens registradas pelo jipe marciano Opportunity, entre setembro de 2008 e agosto de 2011. A sequência mostra o trajeto de 21 quilômetros percorrido pelo veículo desde a cratera Victoria até a Endeavour.

    Cada imagem representa o fim de um dia de 'caminhada' para o Opportunity. A jornada teve vários desvios por causa do terreno acidentado em Marte.


    A equipe de engenheiros da Nasa também preparou uma trilha sonora para o vídeo usando informações dos sensores do veículo. Os dados de baixa frequência foram modificados para que pudessem ser ouvidos pelos seres humanos. 

    "O som representa as vibrações enquanto o jipe se movia pela superfície de Marte", disse Paolo Belluta, engenheiro do laboratório de propulsão da Nasa (JPL, na sigla em inglês). "Quando o barulho é mais intenso, quer dizer que ele está passando em cima de pedras. Quando é mais fraco, significa areia".


    Confira o vídeo produzido pela Nasa:

      A Nasa planeja lançar um novo veículo, ainda maior, com destino ao planeta vermelho entre os dias 25 e 18 de dezembro de 2011. O Mars Science Laboratory, batizado de Curiosity em uma competição entre alunos de escolas americanas, vai realizar outros estudos sobre a água de Marte e investigar possíveis locais de pouso para futuras missões tripuladas.


    domingo, 29 de maio de 2011

    Nasa abandona esforços para contatar robô Spirit em Marte

                                                 AP/Nasa: Réplica do veículo explorador americano Spirit; o original já não funciona mais e
                                                 será abandonado pela Nasa em  solo marciano

     A Nasa (agência espacial americana) abandonou em definitivo seus esforços para restabelecer a comunicação com seu robô explorador Spirit, preso nas areias de Marte e com o qual perdeu contato no ano passado.
    "As avaliações feitas pelos engenheiros em meses recentes concluíram que existe pouca probabilidade de recuperação das comunicações com Spirit", indicou um comunicado da Nasa na quarta-feira.
    A equipe dos engenheiros do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), da Nasa, perdeu o contato há quase 14 meses e acredita que o inverno marciano danificou os componentes internos e as conexões elétricas. No interior do aparelho as temperaturas caíam a menos de 20 graus abaixo de zero Celsius.
    A última comunicação de Spirit com a Terra ocorreu em 22 de março de 2010.
    Os técnicos da agência espacial achavam que a melhor oportunidade para recuperar o contato com "Spirit" ocorreria em março deste ano no solstício do hemisfério sul de Marte, mas as chamadas por rádio não receberam resposta.
    "Com energia insuficiente para o funcionamento de seus aquecedores, é provável que as temperaturas no interior do aparelho explorador fossem mais baixas no ano passado que durante qualquer um de seus outros seis invernos em Marte", assinalou o comunicado da Nasa.
    O Spirit deixou a Terra em junho de 2003 transportado por um foguete Delta 2, e desceu em Marte, amortecido por bolsas de ar, em janeiro de 2004.
    Uma falha no pneu dianteiro da direita, em 2006, comprometeu a mobilidade do veículo e, três anos depois, fez com que ele encalhasse em uma região marciana de areia fofa.
    Há dois anos, apenas o outro explorador, o Opportunity, está trabalhando na coleta de informações sobre o planeta. 


    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/921154-nasa-abandona-esforcos-para-contatar-robo-spirit-em-marte.shtml